Nova rodoviária vai desafogar trânsito no hipercentro e aumentar comodidade do passageiro

Obras serão entregues no primeiro semestre de 2014;  terminal será integrado ao metrô e BRT

A construção da nova rodoviária de Belo Horizonte, à margem do Anel Rodoviário, no bairro São Gabriel, na região Nordeste, vai permitir uma completa reestruturação do trânsito no centro na cidade. Programado para ser iniciado em novembro próximo, o empreendimento deve ser concluído até 2014. Uma obra esperada há pelo menos 30 anos como a solução para um problema que se repete a cada novo período de férias ou véspera de feriados: os congestionamentos ao redor do atual terminal, no centro da capital.

Com a criação da nova rodoviária numa região de fácil acesso às rodovias, os passageiros contarão ainda com a facilidade de poder usar a passarela que os levará ao metrô São Gabriel e à futura estação do BRT – que será construída numa área anexa e que entrará em operação em 2013. “Teremos ali um grande terminal de transferência entre modais de transporte rodoviário, metrô e até de automóveis. As pessoas poderão deixar seus carros no estacionamento para pegar o metrô até o centro, por exemplo. O transporte público local, intermunicipal e metropolitano vai ganhar muito com esse novo projeto, por onde vão passar 15 mil pessoas em horário de pico”, afirmou o prefeito e candidato à reeleição Marcio Lacerda no lançamento do projeto final da nova rodoviária, em agosto passado.

Com a obra, o terminal  atual irá abrigar apenas as paradas das linhas metropolitanas. Esse é outro aspecto importante para aliviar o trânsito no hipercentro,  já que os ônibus de viagem serão retirados da região. “Basta passar pela avenida Olegário Maciel em horários de pico para ver o quanto é desconfortável para os passageiros que utilizam essas linhas”, destacou o presidente da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Ramon Victor Cesar.

Quanto ao aumento do tráfego na região do São Gabriel, estudos da BHTrans mostraram que as melhorias nas vias locais, já em andamento, serão mais que suficientes para suportá-lo. “Aquele trecho do Anel é considerado parte da BR-381, portanto, estará contemplado no processo de melhoria e duplicação da estrada”. A conclusão das obras na avenida Cristiano Machado é outra importante intervenção que vai melhorar a estrutura viária ao redor da nova rodoviária.

As projeções da BHTrans não preveem crescimento significativo na quantidade de usuários do transporte rodoviário para as próximas décadas, já que a tendência observada é de aumento do transporte aéreo para viagens mais longas e de carros particulares em trechos curtos. Mesmo assim, o novo terminal tem capacidade para atender aos mesmos 40 mil passageiros/dia (média atual). Com a obra, no entanto, isso irá acontecer com muito mais conforto. A capacidade de ampliação do atendimento ao público em dias de maior movimento também irá aumentar no novo terminal. “No Tergip (Terminal Governador Israel Pinheiro, a rodoviária atual), as áreas de embarque e desembarque são separadas fisicamente, o que não ocorrerá no terminal novo. Assim, as operações podem ser direcionadas conforme a demanda, permitindo o atendimento sem mexer no número de baias. Mesma coisa nos primeiros dias do ano, quando a demanda maior é pelo desembarque”, explicou Ramon Cesar.

O projeto do novo terminal foi criado a partir dos conceitos de arquitetura sustentável e plena acessibilidade. Concebido para suportar a demanda calculada dos próximos 30 anos, o prédio contará com praça de alimentação, painéis de LED com informações de embarque e desembarque, 41 baias para ônibus e área de mangueira (estacionamento de ônibus em pátio separado).

O consórcio que cuidará da obra ainda poderá optar pela construção de pequenos terminais estratégicos em outras saídas da cidade, caso avalie a necessidade. “Após os 30 anos, a rodoviária passa a ser propriedade do município”, explicou Marcio Lacerda.

 
SAIBA MAIS:

• O consórcio que venceu a licitação (SPE Terminal BH) tem larga experiência nesse tipo de obra, já que é o mesmo que administra terminais rodoviários em grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Campinas.

• Valor a ser investido pelo consórcio: R$ 50 milhões para a construção, mais R$ 6,5 milhões em investimentos no sistema viário da região.

• Valor pago ao município pela concessão de 30 anos (parcela única quando o empreendimento entrar em operação): R$ 6,1 milhões.

• Investimento da Prefeitura de Belo Horizonte (incluindo indenizações e reassentamentos): R$ 30 milhões

• Área construída do futuro terminal rodoviário: 35 mil m²

• Estacionamento: 400 vagas cobertas

 

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