Programa “Posso Ajudar” garante acolhimento e agilidade no atendimento em unidades de saúde da capital

Com cordialidade e atenção, 714 estagiários da área de saúde auxiliam pacientes que procuram centros de saúde e UPAs

"Conseguimos salvar vidas". É assim que Alair Júnior Lemes de Andrade, estudante de fonoaudiologia, define o estágio que mudou a vida dele e de várias outras pessoas que são atendidas pelo SUS em Belo Horizonte. Com o programa "Posso Ajudar? Amigos da Saúde", lançado em 2009 pela prefeitura da capital, 714 estagiários contribuem no acolhimento aos usuários em 147 centros de saúde, 8 Unidades do Pronto Atendimento (UPA) e em 6 Unidades de Referência Secundárias. Com o programa, coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, o atendimento ficou mais acolhedor e bem mais ágil.

A relação com os usuários, em muitas unidades, extrapola a cordialidade e a prestação de serviço. Em muitos locais, alguns pacientes, principalmente aqueles que procuram os postos com mais frequência, conhecem os atendentes pelo nome e criaram uma relação de amizade com os estagiários. "Chego com minha mãe, que é idosa e eles sempre me orientam. Antigamente a gente tinha que esperar alguém nos informar ou indicar. Agora, como os estagiários ficam com a identificação na roupa, é mais fácil sabermos com quem podemos tirar nossas dúvidas", comenta a funcionária de serviços gerais Sandra Regina Moreira Silva, que já conhece o serviço na UPA Venda Nova, onde sempre leva a mãe.

"Organizamos o fluxo dos usuários, que, muitas vezes ficam perdidos dentro da unidade, sem saber para onde ir e o que fazer. Por isso, o nosso principal ponto é no saguão para auxiliá-los", explica Alair sobre o trabalho. Diariamente, cerca de 300 pessoas procuram uma das unidades que contam com o programa.

"Antes, a equipe de enfermagem, que fazia a triagem dos pacientes e precisava classificá-los, não conseguia fazer um monitoramento contínuo. Hoje os estagiários são uma espécie de ponte entre o usuário e a unidade", explica a médica Raíssa Oliveira Azevedo de Melo Soares, gerente da UPA Venda Nova, a primeira a receber o programa. Segundo ela, com o acolhimento dos estagiários, os pacientes, assim que chegam à recepção, passam a ter um olhar especial.

A confeccionista Patrícia Carla de Melo Ituassu tem diabetes e vai com frequência à unidade pública de saúde. Ela conta que percebeu nitidamente a melhoria no atendimento desde que o "Posso Ajudar" foi implantado. "Foi um ganho para a comunidade. Sempre somos bem informados e isso facilita muito nossa vida".

Para a gerente da UPA Venda Nova, a percepção é de que a atenção especial dos estagiários aos pacientes tem gerado um impacto positivo na satisfação dos usuários. "Como os estagiários são estudantes da área de saúde, mesmo não atuando em suas áreas específicas, eles têm todo o interesse em ajudar. Eles são agregadores. Trazem o usuário como centro de atenção", diz ela.

Além de tirar dúvidas, os estagiários se transformaram em um ponto de referência nos centros de saúde e nas UPAs. "Se o paciente é classificado como verde, mas durante a espera ele piora, passamos o caso para a enfermaria e reclassificamos. Por isso é importante estarmos sempre atentos. Assim nós conseguimos salvar vidas", diz o atendente Alair Júnior.

 

 

Outras Realizações