Projeto “No Domingo, a Rua é Nossa” irá ampliar de sete para 20 os pontos exclusivos para lazer na cidade

Das 8 às 12 horas, aos domingos, ruas e avenidas são fechadas ao trânsito e famílias podem se divertir sem preocupação

Que tal aproveitar os domingos para colocar em prática alguma atividade física em um espaço aberto e clima agradável e, o melhor, sem gastar nada. Seja essa a intenção ou se a vontade for apenas aproveitar o dia para uma caminhada com a família ou uma pedalada sem a preocupação com o trânsito, o projeto "No Domingo, a Rua é Nossa" é uma opção que caiu no gosto dos belo-horizontinos. Criado em 2009, no primeiro ano da gestão Marcio Lacerda, o projeto que fecha o trânsito para os carros aos domingos, de 8h às 12h, provou que é um sucesso e, por isso, será ampliado. Dos sete pontos que atualmente têm os espaços reservados aos pedestres, a capital contará, até o fim deste ano, com mais 13 vias exclusivas para a diversão e o lazer aos domingos. Com a ampliação, todas as nove regionais da cidade passarão a contar com o projeto.

"Esse espaço é uma ótima oportunidade para todos, principalmente para as crianças que têm a liberdade de brincar na rua. Na minha época isso era normal e hoje os meninos vivem presos dentro de casa", comenta a funcionária pública Berenice Silveira Furtado. Frequentadora assídua do "No Domingo a Rua é Nossa", Berenice vai à avenida Prudente de Morais, entre Contorno e rua Acaraú, no bairro Cidade Jardim, todo domingo desde que o projeto foi lançado. Nos passeios, ela sempre tem a companhia do cachorro de estimação e ainda aproveita para encontrar amigos.

"A comunidade ganhou muito com o projeto, pois a rua aos domingos se tornou o ponto de encontro dos moradores e seus parentes", comenta o fundador e presidente da Associação dos Moradores do Santo Antônio (AmorSanto), onde o projeto tem várias atrações. Lá, nas manhãs de domingo, em vez de carros e ônibus, as pessoas encontram bicicletas, patins, piscina de bolinhas, mesas de totó e de pingue-pongue e cama elástica.

A dona de casa Maria Imaculada Brito Pinheiro é frequentadora assídua de academia, mas, aos domingos, sem o trânsito, faz questão de se exercitar na rua. "Vou à academia durante a semana e aos domingos de manhã faço minha caminhada na rua. Aqui é uma ótima oportunidade para os adultos, jovens, crianças e até os cachorrinhos se divertirem", comenta a moradora.

A avenida Bandeirantes, na região Centro-Sul da capital, é outro ponto contemplado pelo projeto da atual gestão da prefeitura. Oito quarteirões do trecho entre as praças JK e da Bandeira ficam liberados para os pedestres nas manhãs de domingo. "A gente prefere curtir sempre mais tarde no domingo, perto da hora do almoço, por ser mais tranquilo", diz o estudante Eduardo Garipe, de 14 anos, que sempre vai ao local, de bicicleta, acompanhado dos amigos.

A psicóloga Luciana Passeado diz que encontrou no projeto uma ótima forma de tirar o filho, de 7 anos, da frente do computador. Nos passeios que faz pela avenida, ela também sempre leva o pai, de 76 anos. "Todos se divertem, tomam uma água de coco. Enquanto meu filho anda de bicicleta, meu pai aproveita para se exercitar nos aparelhos que têm na praça", diz ela.

"A maioria das pessoas mora em prédio e a área social não é muito grande e não dá para andar de patins e bicicleta. Quando você fecha essa rua, que é plana, dá para fazer essas atividades ao ar livre, socializando com as pessoas", diz a fisioterapeuta Liliane Basques, que sempre aproveite o projeto na avenida Bandeirantes, na região Centro-Sul.

O empresário Paulo Sérgio Côrrea Velloso faz uso da rua fechada para sair com a família e encontrar com os amigos. "Ter um domingo saudável e poder praticar um esporte, além de ver as crianças andarem de bicicleta num momento em que as ruas são disputadas por carros e motos é a melhor coisa do mundo".

 

 

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