Programa Melhor Emprego qualifica 150 mil belo-horizontinos para o mercado de trabalho

Sem qualquer custo, trabalhadores são treinados em diversas áreas e encaminhados às vagas oferecidas pelas empresas parceiras

Qualificar o trabalhador belo-horizontino, contribuir para sua inserção ou recolocação no mercado profissional e ainda auxiliar empresas com dificuldade para encontrar mão de obra qualificada. Esses são os principais objetivos do Melhor Emprego, programa lançado por Marcio Lacerda, em 2010, para garantir ao cidadão da capital a oportunidade de ter um trabalho digno e, com isso, uma melhoria de vida.
Por meio do projeto, trabalhadores inscritos nos postos do SINE/BH (Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda) podem frequentar, gratuitamente, cursos de qualificação e ainda serem encaminhados às vagas. As aulas passam por áreas como comércio, indústria, alimentação, beleza, saúde, construção civil e serviços. Desde que Marcio Lacerda assumiu a prefeitura, mais de 150 mil pessoas já se qualificaram dessa maneira. Na atual gestão, 120 mil vagas a mais foram ofertadas em comparação com a administração anterior.

Em alguns dos cursos, os alunos ainda ganham vale-transporte, material didático e lanche. Há turmas e modalidades específicas tanto para iniciantes quanto para profissionais experientes que desejam se atualizar na área em que trabalham. Foi o que aconteceu com Giovanni de Brito, 29. Mesmo com experiência, ele conta que aprendeu muito no curso de operador de caixa, viabilizado por meio de uma parceria entre uma empresa conveniada e o programa Melhor Emprego. "Aprendemos a ser mais profissionais. Eles nos passam uma postura rígida de qualidade, de organização. Hoje, estou em uma empresa que me dá a chance de crescer e tenho muitos planos para o futuro", projeta.

Parceria que dá certo
O público-alvo do Melhor Emprego são jovens adultos, prioritariamente, beneficiários de programas sociais desenvolvidos na capital. Ainda dentro do projeto, o município também firmou convênios com empresas da cidade. Assim, muitos trabalhadores terminam o curso já com o emprego garantido.

Foi por meio de um desses convênios que Thaís Xavier, 18, saiu do desemprego de sete meses. Ela frequentou o curso de operador de caixa já com a perspectiva de ter um cargo garantido em uma rede de drogarias parceira da prefeitura. "O melhor é que não paguei nada por isso. Antes do curso, eu não tinha noção de como trabalhar com dinheiro. Como o que aprendi, eu consigo trabalhar em qualquer lugar agora", conta.

Os alunos do Melhor Emprego que não são contratados imediatamente têm os dados reunidos em um banco de oportunidades e são encaminhados às vagas, assim que elas aparecem.

Critérios
A oferta de cursos dentro do programa Melhor Emprego não é aleatória. Para escolher as modalidades, o município se baseia em indicadores sobre o mercado de trabalho e também sobre a procura por mão de obra em toda região metropolitana. Além disso, o programa recebe demandas específicas do Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codecom) e de entidades de classe. Na outra ponta, os empregadores também contam com o auxílio do município. A Central de Captação de Vagas auxilia os empreendedores na busca por mão de obra qualificada.

 

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