Marcio atende reivindicação antiga das escolas de samba e volta com o Carnaval para o centro da cidade

Depois de 18 anos distante do coração da capital, festa foi realizada em grande área na Praça da Estação e atraiu 100 mil pessoas à Estação do Samba  

Novos tempos, um novo Carnaval, uma nova Belo Horizonte cultural que renasce. Essa foi a conclusão de quem prestigiou a Estação do Samba - novidade do Carnaval 2012 em Belo Horizonte - instalada na Praça da Estação. A estrutura montada pela prefeitura consolidou o retorno dos desfiles das escolas de samba ao centro da cidade, iniciativa tomada por Marcio Lacerda em 2011, no seu terceiro ano de mandato. Com uma grande e bem organizada estrutura de palcos, banheiros químicos e praça de alimentação, o público compareceu em peso. Nos três dias de desfiles e shows carnavalescos 105 mil pessoas prestigiaram a festa, com comodidade e numa área de fácil acesso.

A área central não sediava desfiles de agremiações de samba há 18 anos. E, desde 2004, o Carnaval passou a ser realizado na Via 240, na região Norte da cidade. Em 2011, a festa foi transferida para a Praça da Estação. "É no centro onde se convergem todas as ações do município. E, num ato de total competência, Marcio trouxe o Carnaval para cá. Na Via 240, o que existia era um Carnaval regionalizado, com um público cativo da regional Norte. Com a transferência, todos puderam participar por causa da facilidade de acesso. Do nosso lado, tivemos a oportunidade de trabalhar melhor as alegorias porque passamos a contar com um espaço muito maior", comemorou Carlos Alberto Damasceno, presidente da escola Canto da Alvorada, bicampeã do Carnaval em 2012.

Além dos desfiles, a Estação do Samba ofereceu diversas outras atrações para animar o centro com o ritmo da folia. Shows diversos, como o de Beth Carvalho e o da Velha Guarda da Portela, além do desfile dos blocos caricatos serviram para atrair o grande público em três dias de festa. O número de espectadores nas arquibancadas e no entorno da praça superou a média dos anos anteriores: 70 mil pessoas.
A grande esperança das escolas de samba é que, com o retorno do desfile para o centro, o interesse da iniciativa privada em oferecer patrocínios cresça e que o público redescubra a beleza do Carnaval mineiro. "Acreditamos que, num curto espaço de tempo, Belo Horizonte volte a ter aquele Carnaval da década de 80, quando foi considerado o segundo melhor do Brasil", prevê Damasceno.

Os incentivos da prefeitura ao evento não se resumiram à transferência do local da festa. Em 2012, com o objetivo de reforçar as baterias, fantasias e alegorias, a atual gestão aumentou em até 100% os auxílios concedidos às agremiações e em até 50% os valores dos prêmios dos blocos e escolas vencedoras.

Para o presidente da campeã deste ano, a continuidade da gestão é garantia de uma festa ainda melhor para os belo-horizontinos de 2013 em diante. "O Carnaval tem que ser encarado com um produto comercial para que desperte o interesse de todos. E o Marcio, com sua experiência empresarial, é o candidato certo para isso", conclui Carlos Alberto Damasceno.

 

 

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