Em expansão, hotelaria de Belo Horizonte chegará em 2014 com 24 mil novos leitos

Com atração de novos empreendimentos visando a Copa, redes já existentes correm para modernizar suas estruturas e atender melhor os hóspedes

Belo Horizonte passa por uma revolução na rede hoteleira. Os incentivos da gestão de Marcio Lacerda ao setor têm tornado a capital mineira ainda mais acolhedora e evoluída. Muito além de se preocupar em atender à demanda da Copa do Mundo, o prefeito tem trabalhado para sanar os problemas que ainda afetam o setor de hospedagens. "Já em 2013 teremos novas ofertas de quartos. E vamos conseguir amenizar a ‘crise hoteleira' pela qual a cidade passa. Nosso grande gargalo hoje é de segunda a quarta- feira, quando temos de 90% a 100% de ocupação. Até 2014, teremos cerca de 24 mil leitos a mais na cidade", explica Paulo César Pedrosa, presidente do Sindhorb (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte e Região Metropolitana).

A necessidade por mais empreendimentos começou a ser estrategicamente solucionada por Marcio Lacerda já no primeiro ano de mandato. Em 2009, a prefeitura publicou a Deliberação Normativa nº 65 para otimizar e simplificar o licenciamento dos empreendimentos hoteleiros. Em 2010, foi sancionada pelo prefeito a Lei 9.952, que instituiu a Operação Urbana de Estímulo ao Desenvolvimento da Infraestrutura de Saúde, de Turismo Cultural e de Negócios. Assim, o coeficiente de aproveitamento dos terrenos foi aprimorado e as demandas começaram a ser atendidas de fato.

Com tanto incentivo, grandes redes hoteleiras estão chegando à cidade. O arquiteto Bernardo Farkasvölgyi é diretor de uma empresa que conseguiu a viabilização da chegada de seis novos investimentos. Empreendimentos que juntos somarão cerca de 1.400 novas vagas de hospedagem. "A postura do Poder Executivo foi muito acertada. A Lei 9.952 flexibilizou o potencial construtivo de determinadas regiões para esse tipo de produto".

Um dos seis hotéis tem inauguração prevista já para 2013 e será instalado em um prédio há muito tempo abandonado na região central da cidade. "Não é simplesmente trazer um hotel para cá. Cada novo empreendimento na cidade abre um leque para outras possibilidades", diz Bernardo Farkasvölgyi, se referindo principalmente à revitalização e modernização de áreas que durante muitos anos ficaram sujeitas à degradação.

Com estruturas que consideram o turismo de negócios, uma das principais características da cidade, os novos hotéis também garantem a abertura de espaços para a realização de eventos. "Desta forma, Belo Horizonte conseguirá atender à demanda reprimida para eventos, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos. Isso fortalece nosso turismo de negócios, que aumenta junto com o crescimento natural e a internacionalização da cidade. Basta ver como o movimento do aeroporto de Confins cresceu", afirmou Stella Kleinrath, diretora de promoção turística da Empresa de Turismo de Belo Horizonte (Belotur).
 
Outro movimento que tem sido perceptível na cidade é o de modernização dos hotéis já instalados. Alisson Martins é gerente nacional de vendas de um empreendimento considerado de alto padrão e conta que a empresa está investindo na revitalização da fachada, dos apartamentos e na melhoria dos espaços para eventos. Os benefícios, explica ele, não se limitam às exigências da Fifa para o período de jogos da Copa de 2014. "As melhorias irão atender a uma série de eventos que esperamos receber em Belo Horizonte ao longo dos próximos anos".

Stella Kleinrath também apontou oe "efeito dominó" que só trará benefícios para a economia do município. "O movimento de reforma dos hotéis atuais também é um fator positivo com a chegada dos novos, em uma espécie de ciclo virtuoso". O arquiteto Bernardo Farkasvölgyi também destaca a consequência positiva para a cidade. "Os hotéis existentes terão que se adequar ao padrão dos que estão chegando. Tenho convicção de que toda a cidade será beneficiada".

MÃO DE OBRA

O investimento em qualificação dos profissionais do setor é outra grande vantagem do momento que o turismo belo-horizontino vem passando. "Há uma movimentação por parte do nosso departamento de recursos humanos para que tenhamos os melhores profissionais do mercado, em constante qualificação", explica Alisson Martins.

O presidente do Sindhorb também destaca o movimento de qualificação profissional que tem tomado conta do setor em Belo Horizonte. "Só não se qualifica ou se requalifica hoje quem não quer. A Secretaria de Estado do Turismo, o Governo Federal e a Belotur estão com uma grande oferta de cursos, muitos deles com vagas sobrando: governança, garçons, camareiras, chefs, guias de turismo, cursos bilíngues, etc. Belo Horizonte vai dar um show de hotelaria e gastronomia. Após a Copa, essa será uma nova cidade", garante.


VISTORIAS

Entre as 12 sedes da Copa 2014, Belo Horizonte é a cidade mais avançada nos preparativos para o Mundial do ponto de vista das obras de mobilidade urbana. A conclusão vem do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL) e também da Fifa. Neste mês, a capital mineira recebeu a visita do ministro Valmir Campelo, relator da Copa 2014 pelo Tribunal de Contas da União. "É um dever de justiça fazer esse reconhecimento. Percorri trechos das obras e algumas são de primeiro mundo. Devo dizer que Belo Horizonte vem preenchendo todos os requisitos para que a Copaseja um sucesso", disse o ministro na ocasião. No dia 17 de setembro, foi a vez de o presidente da CBF, José Maria Marin, visitar as obras. Ele também elogiou o empenho da cidade em atender às exigências e garantiu que Belo Horizonte receberá um jogo da seleção brasileira após a reabertura do Mineirão, marcada para dezembro.

Para o prefeito Marcio Lacerda, o sentimento é de satisfação e dever cumprido. "Fico feliz por Belo Horizonte ser apontada como a cidade em que as obras estão mais avançadas. Estamos trabalhando firmemente para que tudo seja realizado de acordo com os cronogramas e com a qualidade que buscamos".


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